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A visão da “Amélia” ainda existe como ideal feminino?

Este assunto ainda tem despertado muito interesse na maioria das mulheres. Eu mesma pensava que a “Amélia” já era coisa de um passado que já havia sido transformado através da evolução do feminino e das inúmeras conquistas das mulheres. Porém, como pesquisadora e terapeuta comportamental na linha da consciência e trabalhando diretamente com mulheres, pude observar que a visão da “Amélia” ainda existe nas sociedades em geral e, que também tem a ver com conteúdos culturais e religiosos.

Como lidar com o filho do meu companheiro e ainda ser uma boa madrasta?

Os tempos mudaram e com isto a cultura, os costumes, a educação, os valores sociais, familiares e morais, também foram sofrendo transformações profundas conduzindo a sociedade para um novo ciclo de existência.

Desta forma, este novo ciclo trouxe mudanças consideráveis e importantes no nosso modo de vida, incluindo a vida familiar, casamento, maternidade, filhos. Com isto também veio uma nova visão de relacionamento que trouxe o direito à separação matrimonial e a um novo casamento.

 

Assim, os filhos deste novo ciclo aprenderam a conviver com a separação dos pais e com seus novos relacionamentos, sendo comum hoje em dia uma mulher se relacionar com um homem separado tendo que conviver com seus filhos e vice-versa. Muitas vezes, contudo, isto acaba se tornando um problema na vida do novo casal, principalmente quando um dos dois não tem filhos, pois falta o instinto materno ou paterno já despertado em quem é mãe ou pai.

Focando mais diretamente na pergunta, uma mulher que se relaciona com um homem que tem um filho necessita em primeiro lugar levar em consideração esta condição dele ter um filho e que este filho necessita do pai. Muitas vezes, no início do relacionamento no ímpeto da paixão, a mulher desconsidera este fato pensando que isto não tem importância perante a força do relacionamento. Passado um tempo, este fato começa a ter uma conotação negativa e de muito peso na relação, inclusive sendo ponto de discórdia e desavenças entre o casal.

Uma das questões causadora desta situação é o apego da mulher pelo companheiro gerando ciúme e competição para com o filho no sentido de ver quem é mais importante para ele na relação. Isto é total falta de maturidade por parte da mulher porque são relações completamente diferentes e amores e sentimentos também diferentes. A disputa é entre uma “mulher” e muitas vezes uma “criança ou adolescente”, isto não é lúcido, pois teoricamente quem é mais velho é mais maduro e tem mais experiência para lidar com a situação.

Neste caso é necessário que a mulher reveja sua escolha dele ser a pessoa correta para ela, ou que ela amadureça em relação ao fato de aceitar que ele tem um filho e que ela agora é parte da vida deste filho e ele da dela. Querendo ou não, a partir do momento em que aceitou se relacionar com um homem que tem um filho este passa a ser parte da relação, necessitando de um espaço para conviver com o pai e com ela também. A questão é que a mulher quando é ciumenta e possessiva passa a ser egoísta e a querer todo o tempo com ele somente para si, negando ou interferindo no direito do filho usufruir da relação com o pai. Porém, há casos em que a mulher é mais amadurecida e sabe lidar com seus conflitos internos e com isto conduz a relação com o filho do companheiro de forma positiva e leve.

É importante que você seja primeiramente uma boa companheira para o seu companheiro que necessita de você uma cúmplice dele, aberta e acolhendo o seu filho, pois afinal filho é algo muito precioso, muito especial; tratando bem o filho dele estará com certeza adoçando seu coração e isto retornará para você mesma em forma de amor e gratidão por você ser boa para com o filho dele.

Quer ganhar a admiração de seu companheiro? Quer um companheiro feliz ao seu lado? Quer um enteado que lhe respeita e gosta de você? Basta você fazer sua parte e ser uma boa madrasta para ele. Como?

Recebendo ele bem, levando ele para passear, conquistando a confiança dele, compreendendo suas necessidades, dando um espaço para ele ficar sozinho com o pai, e passando a ele a confiança de que você não vai tirar o lugar dele no coração do pai, pois o pai sempre será o pai dele.

Isto é fácil? Não digo que seja assim tão fácil, porém é possível e depende da maturidade da mulher, pois tudo isto tem que ser verdadeiro, pois do contrário não será sustentado, pois ninguém aguenta ser o que não é por muito tempo e a máscara irá cair e tudo ficará escancarado. Seja verdadeira e feliz com sua escolha de se relacionar com um homem que já tem um filho, somente assim você conseguirá ser uma boa madrasta!

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